Quando pensamos em crédito, muitas vezes a primeira imagem que nos vem à mente é a de uma peça pequena e prática de plástico que cabe perfeitamente na nossa carteira. Apesar da simplicidade que esse retrato pode trazer, o tal cartão pode transformar o modo como você vive com suas finanças – e já adianto, nem sempre é para melhor.
A história do cartão de crédito começa em meados do século XX. Foi em 1950 que a Diners Club lançou o primeiro cartão de crédito aceito em vários lugares, trazendo uma nova forma como as transações comerciais são realizadas. Antes disso já existiam alguns cartões emitidos por estabelecimentos específicos para uso em um único ou pouquíssimos locais, mas o Dinners é o que mais se aproxima do nosso conceito moderno.
Com o passar dos anos os cartões de crédito evoluíram bastante. Hoje, contamos com recursos como programas de recompensas, cashback, pontos de fidelidade e diversas formas de proteção ao consumidor. Além disso, com a integração de tecnologia de pagamento por aproximação e carteiras digitais, a utilização do cartão de crédito se tornou mais segura e conveniente – o que pode ser ótimo, mas também pode ser péssimo.
No Brasil, a popularização dos cartões de crédito aconteceu a partir da década de 1980, quando os bancos brasileiros começaram a adotar a prática de emitir seus próprios cartões. Hoje é raríssimo encontrarmos um lugar em que eles não são aceitos, além do nosso “parcela em 12 vezes”, um traço cultural bem brasileiro.
Apesar de parecer algo cheio de vantagens, é importante lembrar que o cartão de crédito deve ser usado com cuidado e planejamento. Não é porque o limite permite que devamos gastar além das nossas possibilidades – inclusive, um limite muito superior a capacidade de pagamento é uma tremenda armadilha.
Você já parou para pensar o quanto chega a gastar com cartão por mês? É incrível como algumas parcelinhas de 10 reais pode chegar até 4 mil mensais. O uso do crédito acaba nublando nossa percepção sobre os números, e isso é horrível para o controle financeiro.
Então, o cartão é ou não é um vilão? Assim como (quase) tudo na vida, a resposta é um grande “depende”. Não existe uma verdade universal, mas é importante manter uma pergunta em mente: Você está no controle das suas finanças, ou cada olhada na fatura faz ter crise de pânico?
A resposta está com você. Ah, e vale lembrar: Não é problema que nem tudo esteja bem. O problema, real, é não saber quando pedir ajuda.